dona francisca

Corpo de marido de suspeita de matar a mãe é exumado

A exumação foi feita para verificar a possibilidade dele ter sido assassinado. Na época da morte, em 2019, caso não levantou suspeita

Foto: Foto: Polícia Civil (Divulgação)


Foto: Polícia Civil (Divulgação)

Foi realizada, na manhã desta terça-feira, a exumação do corpo de um idoso, de 79 anos, que morreu em 2019 na cidade de Dona Francisca. De acordo com a Polícia Civil, ele morreu no dia 25 de abril de 2019. Na época, a causa da morte apontada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi parada cardíaca não especificada. A exumação foi feita para verificar a possibilidade do idoso ter sido assassinado, suspeita não levantada na época, já que a mulher dele agora é suspeita de matar a mãe, de 92 anos. A idosa foi morta em agosto deste ano. 

Ainda segunda Polícia Civil, o cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para que seja produzido um laudo mais detalhado sobre as causas da morte dele.

A suspeita sobre o possível homicídio do idoso surgiu durante as investigações da morte de uma idosa na localidade de Formoso, interior de Dona Francisca, no dia 6 de agosto de 2020. A partir de indícios da participação da filha na morte da mãe, foi solicitada à Justiça a exumação do corpo do companheiro da investigada.

- Na época, a morte do homem foi considerada morte natural. Mas, agora, com essa nova situação, envolvendo o assassinato da mãe da suspeita, resolvermos ver se há indício de morte traumática no caso dele também. Chamou a atenção que ele estava bem de saúde na época, não tinha nenhuma doença - afirma o delegado Carlos Alberto Dias Gonçalves, responsável pelas investigação. 

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A INVESTIGAÇÃO
A Polícia Civil começou a investigar a morte da idosa de 92 anos. Ela foi encontrada caída no pátio de casa, já sem vida, pela filha, de 66 anos, que morava com ela. A filha chegou a relatar aos policiais que tinha almoçado com a mãe neste dia, saído de casa e só retornado à tardinha, quando a encontrou morta. A perícia, porém, aponta que a idosa teria morrido em um período entre 24 horas e 36 horas antes disso e que, quando o corpo foi encontrado, já estava em estado de decomposição e tinha marcas de perfurações. 

Conforme a polícia, o laudo do IML na época apontou que a mãe da investigada teria sido agredida, inclusive foi verificado que ela estaria com costelas e coluna fraturadas. Ainda conforme o documento, quando o corpo foi localizado, a idosa já estava em óbito por mais de 24h, contrariando o depoimento da filha que disse ter deixado a mãe em casa por volta do meio-dia e retornado no final da tarde, momento em que ela estaria morta.


No dia 30 de setembro, o Instituto Geral de Perícias (IGP) e Polícia Civil realizaram uma nova perícia na casa da suspeita com teste do Luminol, que é um reagente químico que detecta a presença de sangue humano. Neste teste com o Luminol, foram localizados vestígios de sangue no quarto da idosa, onde ela foi encontrada morta. O material coletado foi encaminhado para exame de DNA para comprovar a sua origem. 

O delegado afirma que são esperados os resultados dos laudos periciais para a conclusão do inquérito. Ainda não há previsão para a chegada dos resultados. 

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