dona francisca

Exumação reforça suspeita de idosa ter matado mãe e marido

Idoso de 79 anos que morreu em abril de 2019 teve constatada lesão no crânio. Principal suspeita é a esposa, de 66, também investigada por matar a mãe, de 92


Foto: Polícia Civil (divulgação)
Corpo de idoso foi exumado no dia 13 de outubro em Dona Francisca

O laudo pericial da exumação do corpo de um idoso, de 79 anos, de Dona Francisca, morto em 25 de abril de 2019, confirmou uma fratura no crânio e levantou a hipótese de um assassinato. Conforme o delegado Carlos Alberto Dias Gonçalves, responsável pela investigação, a principal suspeita é a mulher, de 66 anos, investigada também pela morte da mãe, de 92, ocorrida no dia 6 de agosto. A morte do idoso havia sido registrada, à época, como uma parada cardíaca não especificada. A partir de indícios da participação da filha na morte da mãe, foi solicitada à Justiça a exumação do corpo do companheiro da investigada.

Conforme o delegado, a suspeita teria uma relação agressiva com a vítima, chegando inclusive as vias de fato, conforme relato de testemunhas.

- Estamos reconstruindo o fato, ouvindo testemunhas. Por enquanto, não existem testemunhas presenciais, apenas circunstanciais - explica Gonçalves.

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A lesão no crânio teria sido causada por um instrumento contundente, como uma barra de ferro ou um pedaço de pau, ou até mesmo por uma queda decorrente de uma agressão.

A mulher de 66 anos suspeita de ambos os crimes responde ao inquérito em liberdade. Uma prisão preventiva chegou a ser solicitada à Justiça, mas o pedido foi negado.

RELEMBRE OS CASOS
A Polícia Civil começou a investigar a morte da idosa, de 92 anos, ocorrida no dia 6 de agosto de 2020. Ela foi encontrada caída no pátio de casa, já sem vida, pela filha, de 66 anos, que morava com ela. A filha chegou a relatar aos policiais que tinha almoçado com a mãe neste dia, saído de casa e só retornado à tardinha, quando a encontrou morta. A perícia, porém, aponta que a idosa teria morrido em um período entre 24 horas e 36 horas antes disso e que, quando o corpo foi encontrado, já estava em estado de decomposição e tinha marcas de perfurações.

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Conforme a polícia, o laudo do IML na época apontou que a mãe da investigada teria sido agredida, ela teve costelas e coluna fraturadas. No dia 30 de setembro, o Instituto Geral de Perícias (IGP) e Polícia Civil realizaram uma nova perícia na casa da suspeita com teste do Luminol, que é um reagente químico que detecta a presença de sangue humano. Neste teste com o Luminol, foram localizados vestígios de sangue no quarto da idosa, onde ela foi encontrada morta. O material coletado foi encaminhado para exame de DNA para comprovar a sua origem.

A suspeita de participação da filha na morte da mãe fez a Polícia solicitar a exumação do corpo do companheiro, que morreu em abril de 2019. Chamou a atenção dos policiais o fato do homem apresentar boas condições de saúde na época da morte.

* colaborou Felipe Backes

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